quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

D e s e j o - Vitor Hugo

         

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.


Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ". 

Vítor Hugo

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

sábado, 8 de dezembro de 2018

ANIVERSÁRIO DE JUVENAL ANTUNES PEREIRA

CIRC-SEC. Nº 39/2018

         8-DEZ-2018
Circular da Secretaria

A Secretaria da ACADEMIA DE LETRAS DE BRASÍLIA lembra a todos que  o dia de hoje registra o natalício de figura das lides jurídicas que foi Procurador do Distrito Federal, o acadêmico JUVENAL ANTUNES PEREIRAcom atuação nas letras e especial destaque na desmistificação de afirmações de Dan Brown, em obra ficcional, sobre a maçonaria,  bem como a sua experiência na atividade militar da Polícia do Exército, na obra  “O Senhor das Armas“.
Vamos todos cumprimentar o  aniversariante, o que representa a homenagem devida a um cultor do Direito e da Justiça, na busca de  objetivos que visam sempre o aprimoramento da nacionalidade, que são também os desta Casa de Cultura, que  não esquece os desbravadores do Planalto Central, e continuadores em qualquer setor de atividade.

                                Iran de Lima
                           Diretor-Secretário

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

ANIVERSÁRIO JOÃO GUIMARÃES

CIRC-SEC Nº 38/2018
06-DEZ-2018

Circular da Secretaria

A Secretaria da Academia de Letras de Brasília lembra que hoje comemoramos o aniversário do acadêmico JOÃO GUIMARÃES, membro de academias de letras estaduais e internacional, autor de mais de 12 livros, o ultimo dos quais, DEUS TE FAÇA FELIZ, conta os momentos de relevo da vida nacional, com certo tempero rapsódico, sem compromisso com o tempo e o espaço.
Pedimos que cumprimentem o confrade, lembrando que esta casa, de expressão internacional, pontifica na vanguarda acadêmica, graças ao seleto quadro, empenhado em desenvolver, no âmbito das letras, as mais diversas áreas de conhecimento, utilizando os recursos da modernidade.

                               Iran de Lima
                           Diretor-Secretário

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Academia Latino-Americana de Ciências Humanas



Prezados Senhores confrades
Membros Efetivos, Eméritos e Honorários da
Academia de Letras de Brasília. 


A Academia Latino-Americana de Ciências Humanas, por decisão do Egrégio Conselho Diretor deste sodalício, sob a Presidência do doutor Raul Canal, honra-nos com a outorga do título de Membro Vitalício, ocupante da Cadeira II, da área de Ciências-Literárias, patroneada pelo saudoso bardo Affonso Heliodoro dos Santos, escritor e ícone juscelinista.
A solenidade foi realizada no Salão Nobre do Espaço da Corte, em Brasília - Distrito Federal, reunindo convidados nacionais e internacionais, constituindo-se em evento da maior repercussão e importância da Capital Federal e do Brasil no segmento das Ciências Humanas. 
Nesta ocasião agradece-se a distinção e honraria do sodalício, cumprimentando-se os laureados confrades.

Cordialmente

José Carlos Gentili

Um Papai Noel sem Papai Noel

por Innocêncio Viégas


A data maior da cristandade se aproxima. Em todos os lares reina a alegria com os preparativos para a grande festa do nascimento de Jesus.
Aqui mesmo em nosso Rancho, o Natal já deu o “ar da graça”. Os nossos filhos e netos desempacotaram a velha árvore de Natal de tantos anos e a ornamentaram com todas as bolas, laços de fitas de todas as cores e pequeninas lâmpadas que nos lembram vaga-lumes piscando na escuridão da noite. Na vitrola, as músicas características da época nos enternecem a alma. Mas é no comércio que o Papai Noel tem o seu lugar de destaque, lembrando às pessoas, a obrigação de comprarem os preciosos presentes.
Iguais a todos os mortais, eu e a Bel fomos às compras e, no shopping, encontrei-me com aquele que faz a alegria das crianças. Enquanto a Bel fazia as suas compras, saí passeando e apreciando a beleza da ornamentação do ambiente, e lá, em primeiro plano, estava um garboso Papai Noel sorridente, sentado em uma linda poltrona, rodeado de crianças, que, ao lado de seus pais, esperavam a vez para abraçarem o bom velhinho e pedirem a ele os desejados presentes.
Admirado com a cena, fiquei matutando sobre os meus dias de menino, quando a figura do Papai Noel não era tão fácil de ser vista pelas ruas da minha cidade. O tempo passava e os abraços continuavam até que aos poucos aquelas felizes crianças continuavam o passeio com seus pais.
Nesse momento, um jovem, indicando ser um trabalhador, se aproxima do Papai Noel, conversa com ele  e logo lhe dá um demorado abraço. Notei que o rapaz chorava, o que me comoveu. Quando se apartaram, vi que o Papai Noel também chorava.
O rapaz saiu e eu me aproximei sorrindo. Logo notei que ele enxugava as lágrimas na manga da colorida fantasia.
Por que, Papai Noel, no meio de tanta alegria, você está chorando? O que foi que aquele rapaz lhe disse de tão triste? Perguntei-lhe.
Papai Noel respiroufundo e me respondeu:
Ele me disse que em sua infância nunca teve a oportunidade de abraçar um Papai Noel, e logo me veio a lembrança de que eu também – disse o Papai Noel – nunca tive essa felicidade, pois na roça nunca vi um Papai Noel.
Não lhe contei nada, mas nós – eu, ele, e o rapaz – fomos três meninos sem um abraço de Papai Noel.

Outras crianças chegavam na maior algazarra. Ele sorria febrilmente para todos, mas eu sabia que, no íntimo, sua alma continuava chorando.
Saí de perto dele, procurei um cantinho e, escondido, também chorei. Ah! Meus queridos meninos de hoje, ainda dizem que Papai Noel não existe. De tudo isto, eu lhes digo: - “Meninos eu vi”, em pleno Natal, um Papai Noel chorando por falta de um Papai Noel.


Feliz Natal! Feliz Natal!
Hô! Hô! Hô!


Natal de 2018

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

MENSAGEM AOS ACADÊMICOS DA ACLEB


               Ínclitos Acadêmicos.
              Por definição, Acadêmico é aquele ou aquela prosélito do insólito ofício das letras e das artes — Letras & Artes cujo escopo é a euforia e o deleite de especular sobre o Belo e a Estética.
Em o sendo assim, é de bom alvitre que, às reuniões e respectivos ágapes litero-culturais os partícipes se façam presentes, para que, ali, expendam os seus talentos e se ilustrem às oratórias dos demais Acadêmicos.
Hoje, 29.11.18, à ocorrência desse maravilhoso evento de Confraternização dos Acadêmicos da ACLEB — confesso-me ausente, não por mera escusa aleatória, o que seria descaso a essa colenda távola literária, mas, sim, movido pela circunstância do dever de saúde, em solidariedade familiar, feito que nos impõe o amor conjugal, cujo fidelidade nos é sagrada.
Atento a tais condições, das quais nenhum cidadão honrado é lícito furtar-se, é que peço me dispensarem hoje dessa superior confraria cultural.
E para me solidarizar com o Evento congratulatório em homenagem à data magna da Cristandade, a Natividade do Senhor Jesus, ouso deixar-lhes miha mensagem, simplória, mas, fluente qual arroio de esperança, cuja limpidez das águas possam influenciar os corações, como o meu próprio, quando nos rejubilamos todos com a data e os doces eflúvios que dela dimanam.
O Natal, pois, lhes seja repleto de bênçãos da Boa Nova e que cada um dos Acadêmicos, presentes e ausentes, ao lado de suas excelentíssimas famílias, enalteçam a ocasião, propícia à Oração e aos sentimentos nobres, para consigo e com o próximo, como recomendável ao bom cristão.
E acorde com a tradição e os costumes de fim de Ano, ainda felizmente vigentes, que o Novo Ano, sempre propicio e bem-vindo, nos surpreenda com boas notícias, mormente às que se referem à Pátria — agora  sob os auspícios de uma feliz mudança, que esperamos sejam esperançosas e nos façam doravante ter mais orgulho de sermos brasileiros, extensivo a toda nossa descendência.
Se assim o agimos e o fazemos, sob o cinzel das letras, os Acadêmicos da ACLEB,  encontram-se habilitados à construção do Novo Reino — que não é deste mundo, mas que podemos imitá-lo na vida e no íntimo de nossos corações.
Saudações Acadêmicas de Natal
a)    Acadêmico Murilo Moreira Veras
Cadeira nº XIV

terça-feira, 27 de novembro de 2018

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

ANIVERSÁRIO HEITOR LUIZ MURAT

CIRC-SEC Nº 37/2018
26-NOV-2018

Circular da Secretaria

A Secretaria da Academia de Letras de Brasília lembra que hoje comemoramos o aniversário do acadêmico  emérito HEITOR LUIZ MURAT, físico, doutor em engenharia de sistemas, pioneiro em artes digitais aplicadas, dedicando-se também à literatura, dramaturgia e pintura.
Pedimos que cumprimentem o confrade, lembrando que esta casa, de expressão internacional, pontifica na vanguarda acadêmica, graças ao seleto quadro, empenhado em desenvolver, no âmbito das letras, as mais diversas áreas de conhecimento, utilizando os recursos da modernidade.

                               Iran de Lima
                           Diretor-Secretário

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Homenagem em Manaus a Tarcízio Dinoá Medeiros


"Cheguei sábado, ante-ontem, de Manaus, aonde fui para receber, no dia 13, uma homenagem da Assembleia Legislativa do Amazonas à Receita, pelos seus cinquenta anos, prestada na minha pessoa.
A cerimônia  me deixou muito emocionado. Ao agradecer a homenagem, ressaltei tal emoção. Veja a plaqueta que recebi (acima).
O auditório estava cheio - o pessoal da Receita, antigos colegas da Faculdade de Economia (e um ex-professor, Saul Benchimol, com  90 anos, que fez questão de assistir à cerimônia, numa cadeira de rodas, pois engordou muito e os joelhos já não aguentam o seu peso: me deu um abraço comovido, que me emocionou...)
A cerimônia apareceu no jornal noturno da TV local, e, no dia seguinte, no "Bom dia, Amazonas" da afiliada à Globo.
Viajei para lá no dia 9, sexta-feira - pois bem, no sábado, dia 10, a Academia Amazonense de Letras e o Instituto Geográfico e Histórico (assim, Geográfico, antes de Histórico) abriram para uma visita informal de minha parte.
Estou começando a ficar vaidoso... com sana superbia.
Tarcízio Dinoá Medeiros

ANIVERSÁRIO DE EDYLCÉA De PAULA

CIRC-SEC Nº 36/2018
                                                                                      19-NOV-2018
Circular da Secretaria

A Secretaria da Academia de Letras de Brasília lembra a todos o aniversário da acadêmica EDYLCÉA De PAULA, presença destacada da ala feminina, que prima pelo conhecimento do Direito, com atuação na regulamentação da vida associativa e  significativos trabalhos jurídicos veiculados nas coletâneas.
Pedimos que enviem cumprimentos à aniversariante, o que representa manifestação de apreço, renovando a unidade na busca dos objetivos desta Casa de Cultura, que se traduzem na participação, com obras literárias, nas diversas áreas do conhecimento.

                                Iran de Lima
                           Diretor-Secretário

domingo, 18 de novembro de 2018

ANIVERSÁRIO DE WÍLON WANDER LOPES

CIRC-SEC Nº 34/2018
18-NOV-2018

Circular da Secretaria

A Secretaria da Academia de Letras de Brasília lembra que hoje comemoramos o aniversário do acadêmico WÍLON WANDER LOPES, diretor do jornal Satélite e figura destacada na comunidade, especialmente da cidade de Taguatinga, com obras publicadas de cunho histórico.

                 Pedimos que cumprimentem o confrade, lembrando que esta casa, de expressão internacional, pontifica na vanguarda acadêmica, graças ao seleto quadro, empenhado em desenvolver, no âmbito das letras, as mais diversas áreas de conhecimento, utilizando os recursos da modernidade.


                               Iran de Lima
                           Diretor-Secretário

ANIVERSÁRIO DE CARLOS AYRES BRITTO

CIRC-SEC. Nº 35/2018

         18-NOV-2018
Circular da Secretaria

A Secretaria da ACADEMIA DE LETRAS DE BRASÍLIA lembra a todos que  o dia de hoje registra o natalício  do acadêmico CARLOS AYRES BRITTO, figura das lides jurídicas, que já foi Presidente do Supremo Tribunal Federal, que se destaca na área do Direito  com oportunas intervenções, sempre veiculadas pela mídia, além de poeta de inegável e significativa  verve, cuja obra completa é ansiosamente esperada.
Vamos todos cumprimentar a  aniversariante, o que representa a homenagem devida a um cultor do Direito na busca de  objetivos que visam sempre o aprimoramento da nacionalidade, que são também os desta Casa de Cultura, que  não esquece os desbravadores do Planalto Central, e continuadores em qualquer setor de atividade.

                                Iran de Lima
                           Diretor-Secretário

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O vovô, o netinho e o vaga-lume

por Innocêncio Viégas

A vida nos reserva vez por outra, belos momentos. Dia primeiro de novembro de dois mil e
dezoito, da Era Vulgar, chovia a cântaros, e às três da tarde a energia elétrica despediu-se , nos deixando
sem as alegrias da TV e dos aparelhos eletrônicos dos meus netos, João Gabriel e Ana Bárbara, que se
embeveciam com as pequenas telas e seus desenhos.
Quando falta energia o mundo em nosso redor fica no maior silêncio. Volta a paz dos tempos de
antanho. As crianças procuram outros brinquedos para passar o tempo.
A tarde devagar se encaminhava para a noite e nada de a “luz” chegar. Às seis horas da tarde, já
escuro, fomos para o “coração da casa”, a cozinha. Café, leite quente, pães diversos, manteiga, queijo,
presunto, broas de milho, pão de queijo, e adultos e crianças na maior alegria degustando os acepipes à
luz de uma vela postada no centro da távola. A noite chegou. Escuridão total. Saí para a porteira do
Rancho para sentir no rosto a brisa que se arrastava sobre as árvores e as pequenas plantas do jardim da
Bel. Nisso, um pequenino ponto de luz entre as folhas de uma roseira despertou a minha atenção e vi o
que há muito não via. Era um solitário vaga-lume. Logo chamei o meu neto João Gabriel e a netinha Ana
Bárbara para olharem aquela raridade nos dias de hoje. O João veio correndo e a Aninha com medo,
correu para dentro de casa. Admirado, o João perguntou:

- Vô, o que é isso brilhando ali?
– É um inseto chamado vaga-lume, respondi. Você o conhece?
– Só conheço nos desenhos e na TV, respondeu-me.
O vaga-lume parecia ouvir a nossa conversa e logo saiu voando a desenhar com sua pequenina
lanterna, na página escura da noite sem lua e sem estrelas. Foi rabiscando fogo em todas as direções como
a agradecer a Deus pela momentânea falta de luz no poste dos bem-te-vis.

O João ficou embevecido com o acontecimento, enquanto o pequenino “vigia noturno” ia
fosforeando entre as flores e nos enchia de curiosidades, emoções e saudades das minhas noites de
criança, onde não havia luz elétrica e só o candeeiro à gás de carbureto da nossa casa iluminava o terreiro
onde brincávamos, e lá no escuro do mato, em redor das casas, os vaga-lumes faziam a sua festa
povoando com suas estrelas, o céu do campo florido da nossa infância.

Enquanto estávamos naquele devaneio e eu ia conversando com o João sobre os pequeninos
luminosos, a “luz” chegou e logo se ouviu aquele grito: Ooohhh! De toda a vizinhança. Pobre vaga-lume,
encerrou o espetáculo, apagou a lanterninha e recolheu-se ao seu lar entre os galhos perfumados de nossas
roseiras.
Foi um momento ímpar. O João com os seus nove anos, vendo um vaga-lume pela primeira vez,
e eu, aos oitenta e um, revivendo os momentos que tive quando da idade dele.
O nove é um número cabalístico e o oitenta e um também o é. Se somarmos o número 8 com o
número 1, teremos o mesmo número 9, então eu e ele temos a mesma soma de idades, nove anos.
O João foi para dentro da nossa casa, ele guardará na memória aquela pequenina lanterna que
vagamundeava na escuridão do espaço. Será para ele a lanterna intermitente que iluminará os seus
pensamentos de menino, pelo resto de sua preciosa e longa vida.

São duas vidas que seguem juntas: - uma no início – 9 anos – outra no ocaso – 81 anos – mas
ambas ainda vivendo experiências e saudades.

Voa vaga-lume, e vai iluminando a estrada de nossas vidas, vidas que seguem irmanadas na
escuridão passageira desta vida: - do vovô, do netinho, e de você também, fosforescente vaga-lume.
O bom Deus, nosso pai, disse:
– Faça-se a Luz!
E a luz foi feita.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

ANIVERSÁRIO DE REIS DE SOUZA

CIRC-SEC Nº 32/2018
06-NOV-2018

Circular da Secretaria

A Secretaria da Academia de Letras de Brasília lembra que hoje comemoramos o aniversário do acadêmico EméritoREIS DE SOUZA, diretor da Revista da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias e autor da Antologia de Poetas e Escritores do Brasil, além de outras obras, inclusive políticas.

                 Pedimos que cumprimentem o confrade, lembrando que esta casa, de expressão internacional, pontifica na vanguarda acadêmica, graças ao seleto quadro, empenhado em desenvolver, no âmbito das letras, as mais diversas áreas de conhecimento, utilizando os recursos da modernidade.


                               Iran de Lima
                           Diretor-Secretário